Sabe aqueles dias em que você faz coisas incomuns, vê pessoas esquisitas e dorme às 7 da noite porque está morrendo de cansaço?
Bom, sábado foi assim. Eu, Leah, Ana e minha mãe fomos na Galeria do Rock, em São Paulo.
Nós já conhecíamos o lugar, mas andar pelo centrão é sempre uma aventura.. lá você encontra todo (mas todo mesmo) tipo de gente, o que na minha opinião é bem legal.
Lá eu comprei uma blusinha do Dream Theater, um cd do Edguy (Hellfire Club), ganhei outro do Edguy (Theater of Salvation), dei um dvd do Whitesnake pra Ana e uma blusinha de alguma banda pra Leah.
E claro, entrei nas lojas todas… tem uma a qual não me lembro o nome, que tinha um vinil do Angels Cry!Maravilhoso, não? Agora… o preço..
Eu gosto das lojas de lá… os caras são simpáticos e realmente entendem do assunto. Em uma delas tinha um meio cabeludinho gordo super simpático, que estava ouvindo um thrash daqueles fortes, sabe? O tipo de coisa que eu não ouço… e ele falou que o dvd do Whitesnake é muito bom, o que é simplesmente o máximo, não? Um cara que ouve Thrash e Whitesnake merece o meu respeito.
Desde sempre eu tento explicar pra quem quiser ouvir (e geralmente ninguém quer..) que não devem existir regras quando se trata de cultura. Não é porque eu gosto de Caetano que eu não posso ouvir Korpiklaani e vice-versa. O preconceito é a pior praga que já inventaram. E esse negócio de “quem ouve metal não ouve samba” ou “roqueiros não gostam de axé” é uma grande idiotice. Nenhum de nós deveria se deixar comandar por umas regrinhas bestas como essas.
Mas continuando a nossa pequena jornada, nós pegamos o metrô e fomos para a Liberdade. E sabe de uma coisa? Tinha japonês! E sabe o que mais? Cabeludos jogando UNO na porta do metrô! (essa cidade me surpreende a cada dia!)
Andamos pela rua, vimos os ambulantes se preparando pra correr (a polícia devia estar chegando) e nós corremos junto e voltamos pra Praça da República. Fomos na feirinha e eu me apaixonei por uma bolsa roxa e linda (R$35) e, graças a uma brincadeira besta de alguém que dizem ser superior, a mulher disse que só aceitava em dinheiro. Por quê? Por quê?
Voltei pra casa sem bolsa, sem dinheiro e praticamente sem pés (e olha que eu fui de tênis, hein?)
Mas valeu a pena. Foi um dos nossos passeios anuais para ver gente, falar besteira, gastar e ficar cansada.
E só pra completar, aqui vai uma frase de Japhy Rider, persona do livro “Os Vagabundos Iluminados” de Jack Kerouac: “Comparações são odiosas.”
e eu assino embaixo:
Beah.
Junho 18, 2008 às 11:23 pm
Realmente, um cara que ouve Trahs Metal e Whitesnake merece admiração de todos!
E não era qualquer trash metal, era daqueles que nem “Uhhrrr”…Enquanto whitesnake é “Is this love that I’m feeling”…
Impressionante!
Junho 25, 2008 às 5:47 pm
Pois é D. Flavoca!
Impresionante!
Julho 1, 2008 às 12:00 am
Uma estatística minha cara Bia…. De cada 10 bandas que você citou nesse texto, eu NÃO conheço 22…
Se o caráter de uma pessoa for moldado segundo as bandas que ela conhece, já podem me aplicar a pena de tortura.. hahaha
Em compensação, eu já fui na Galeria do Rock (mais impressionante que a estatística, não?) e, de fato, EU me senti esquisito no meio do povo lá….
Da próxima vez eu pinto o cabelo de laranja…
Bejão e cuide-se bem
Julho 2, 2008 às 10:54 pm
Meu querido Frank,
claro que o caráter de uma pessoa não pode ser medido pelas bandas que ela conhece e se o texto deu a entender isso, quero deixar bem claro que não era a intenção.
Eu considero como uma das principais características de uma pessoa a falta de preconceitos. Pessoas abertas a novas experiências e capazes de viver sem seguir o que os outros dizem são bem cotadas na minha opinião…
O importante não é o que ela conhece, mas se ela se interessa por conhecer outras coisas, afinal, é esse interesse que nos faz evoluir.
E como assim? Você foi na Galeria? Como foi?
Se assustou com o povo de lá? (eu me assusto até hoje…)