Juno

Julho 12, 2008

Nessa quinta-feira eu tive a oportunidade de assistir Juno, filme do ano passado, muito bem recebido pela crítica especializada e vencedor de muitas premiações como o Oscar (melhor roteiro, para a iniciante Diablo Cody) e o BAFTA Film Awards ( também com melhor roteiro original, para Diablo Cody). O filme tem sido tão elogiado por seu roteiro e pelas atuações, que eu não estava me aguentando de tanta curiosidade.

Ele conta a história de Juno, uma garota de 16 anos que engravida do melhor amigo e decide dar o filho para adoção, uma atitude considerada pelas outras personagens como altruísta e original. Realmente, o roteiro é muito bem escrito e as atuações são muito boas, mas eu não consigo concordar com a idéia principal desse filme. Desde quando abandonar uma criança é uma atitude altruísta? Não há nada mais egoísta do que isso, e o fato dos críticos (e, portanto, a maioria das pessoas) considerarem essa personagem “incrível” realmente me preocupa.

Em uma cena do filme, quando Juno vai conhecer os pais adotivos, eles dizem que querem fazer uma “adoção aberta”, que consistiria em mandar fotos e informações sobre o crescimento da criança com frequência, o que evitaria a possibilidade do filho se sentir rejeitado pela mãe biológica e possibilitaria a ele conhecer e aceitar o fato de ser adotado. Juno, por sua vez, diz que não deseja isso. O que ela quer é ter o bebê e entregá-lo, livrando-se assim de toda e qualquer responsabilidade e mostrando uma frieza e um egoísmo impressionantes. Um dia o rebento vai descobrir que não é filho de quem ele pensa que é, e que sua mãe biológica, na verdade, se livrou dele para poder seguir com sua vida de adolescente como se nada tivesse acontecido, sem se importar se, algum dia, ele se sentiria infeliz com tudo isso e, pior, se sentindo uma pessoa boa e desprendida.

Sério, se isso não for uma atitude egoísta eu não me chamo Beah. Se ela fosse uma garota desinformada, miserável, sem condições financeiras pra criar uma criança, eu até tentaria entender sua atitude. Isso é coisa muito comum no Nordeste brasileiro, onde as pessoas nem falam sobre métodos anti-concepcionais e têm que dar ou vender os filhos para tentar salvá-los da morte. Talvez se ela tivesse abortado, uma outra ocorrência muito comum no Brasil, mesmo sendo ilegal, não tivesse sido tão ruim.

Não que eu defenda o aborto como uma alternativa para uma gravidez indesejada, mas ao meu ver, não é algo tão condenável quanto o abandono. Ninguém supera ser rejeitado pela própria mãe.

Muitos católicos (se não forem todos) devem considerá-la uma pessoa abençoada por não ter feito um aborto, porém eu gostaria que considerassem que a criança vai saber que sua mãe, a pessoa que deveria amá-la mais que qualquer outra, resolveu se livrar dela para que não mudasse seu estilo de vida. Eu posso entender pouco do assunto e talez eu esteja falando besteira, mas essa não é uma atitude cristã, certo?

Enfim, o filme é bem feito, mas deve ser assistido com um olhar crítico e não achando tudo lindo e maravilhoso como os críticos dizem. A trilha sonora é realmente muito boa e inclui de Cat Power a Velvet Underground o que, sem dúvida, é ótimo. Assistam ao filme, pensem a respeito do que eu disse e se quiserem, me escrevam contando as suas impressões. E bom filme pra vocês.


Avantasia pt.I

Junho 21, 2008

Quando eu decidi fazer esse blog, a primeira coisa que me veio à cabeça foi: “vamos falar de música”.

Como até agora eu não toquei nesse assunto, vou aproveitar o fato de que eu vou em um show muito bom amanhã para começar.

Que show? – você pergunta. E eu respondo: Avantasia.

Pois é gente, o Avantasia começou sua primeira turnê (algo que parecia impossível) e vem ao Brasil para uma única apresentação (mais impossível ainda, não?). A maioria das pessoas não conhece a banda, mas realmente deveriam. A música deles é classificada como metal sinfônico ou metal ópera e seus músicos são extremamente competentes. (e lindos)

“É um projeto musical idealizado por Tobias Sammet, vocalista e principal compositor da banda de heavy metal alemã Edguy; seu nome é a junção de duas palavras: Avalon (local místico nas histórias do Rei Arthur) e Fantasia (terra fictícia, criada para o filme A História sem Fim). Trata-se da reunião de integrantes de diversas bandas para a gravação de um álbum de Heavy Metal. Os 2 álbuns que constituem o projeto trazem uma Metal Opera com uma história épica que mistura ficção, realidade (alguns personagens realmente existiram), religião e filosofia.” —> da wikipedia

Os dois primeiros álbums (Metal Opera Pt. 1 e Metal Opera Pt. 2) contaram com essas pessoas:

Vocalistas

Tobias Sammet (Edguy) – Gabriel Laymann

Michael Kiske (ex-Helloween) – Druida Lugaid Vandroiy

David DeFeis (Virgin Steele) – Frei Jakob

Sharon den Adel (Within Temptation) – Anna Held

Rob Rock (ex-Impellitteri, Carreira Solo) – Bispo Von Bicken;

Oliver Hartmann (ex-At Vance) – Clemens IIX

Andre Matos (ex-Viper, Angra e Shaaman, Carreira solo) – Elfo Elderane

Kai Hansen (ex-Helloween, Gamma Ray) – Regrin, o Anão

Timo Tolkki (Stratovarius) – Misteriosa Voz da Torre

Bob Catley (Magnum) – Árvore da Sabedoria

Ralf Zdiarstek (Warrior) – Oficial de justiça Falk Von Kronberg

Instrumentistas

Henjo Ricther (Gamma Ray) – Guitarra

Jens Ludwig (Edguy) – Guitarra

Norman Meiritz – Guitarra

Markus Grosskopf (Helloween) – Baixo

Eric Singer (Black Sabbath, Kiss, Badlands) – Bateria

Alex Holzwarth (Rhapsody of Fire) – Bateria

Tobias Sammet (Edguy) – Teclado, Orquestrações e Baixo, Letras

Frank TischerPiano

Com tantos músicos, de tantas bandas diferentes, parecia impossível sair em turnê. Porém, no começo deste ano, eles lançaram “The Scarecrow“, que não conta com tantos músicos quanto os dois “Metal Opera”. Esse disco não segue a mesma linha dos anteriores; há quem diga ser comercial. Eu discordo completamente. Embora tenha músicas melosas como “Carry Me Over”, o disco conta com outras ótimas como “Twisted Mind” e “The Scarecrow”.

Nesse álbum participaram:

Vocalistas

Tobias Sammet (Edguy)

Jorn Lande (Ex-Masterplan)

Michael Kiske (Ex-Helloween)

Bob Catley (Magnum)

Amanda Somerville (Aina)

Oliver Hartmann (Empty Tremor/Hartmann)

Alice Cooper

Roy Khan (Kamelot)

Instrumentistas

Tobias SammetBaixo

Sascha PaethGuitarra

Eric Singer (ex-Alice Cooper, Kiss) – Bateria

Michael RodenbergTeclados e Orquestrações

Kai Hansen (ex-Helloween, Gamma Ray) – Guitarra na faixa 3

Henjo Richter (Gamma Ray) – Guitarra nas faixas 2, 3, 6, 7, 8

Rudolf Schenker (Scorpions) – Guitarra na faixa 10

Amanhã eles se apresentarão no Credicard Hall, em São Paulo. Esse show tem tudo pra ser o melhor da minha vida. Melhor que Iron, Ozzy, Edguy…

Não se sabe ainda quem vai participar… a única figura confirmada é o Andre Matos ( !!! )

Depois de amanhã eu vou contar tim-tim por tim-tim o que terá acontecido no domingo.

E me desejem sorte! Quem sabe eu não consigo uma foto com eles, hein?

ps. que texto colorido!


Festa estranha, com gente esquisita.

Junho 17, 2008

Sabe aqueles dias em que você faz coisas incomuns, vê pessoas esquisitas e dorme às 7 da noite porque está morrendo de cansaço?

Bom, sábado foi assim. Eu, Leah, Ana e minha mãe fomos na Galeria do Rock, em São Paulo.

Nós já conhecíamos o lugar, mas andar pelo centrão é sempre uma aventura.. lá você encontra todo (mas todo mesmo) tipo de gente, o que na minha opinião é bem legal.

Lá eu comprei uma blusinha do Dream Theater, um cd do Edguy (Hellfire Club), ganhei outro do Edguy (Theater of Salvation), dei um dvd do Whitesnake pra Ana e uma blusinha de alguma banda pra Leah.

E claro, entrei nas lojas todas… tem uma a qual não me lembro o nome, que tinha um vinil do Angels Cry!Maravilhoso, não? Agora… o preço..

Eu gosto das lojas de lá… os caras são simpáticos e realmente entendem do assunto. Em uma delas tinha um meio cabeludinho gordo super simpático, que estava ouvindo um thrash daqueles fortes, sabe? O tipo de coisa que eu não ouço… e ele falou que o dvd do Whitesnake é muito bom, o que é simplesmente o máximo, não? Um cara que ouve Thrash e Whitesnake merece o meu respeito.

Desde sempre eu tento explicar pra quem quiser ouvir (e geralmente ninguém quer..) que não devem existir regras quando se trata de cultura. Não é porque eu gosto de Caetano que eu não posso ouvir Korpiklaani e vice-versa. O preconceito é a pior praga que já inventaram. E esse negócio de “quem ouve metal não ouve samba” ou “roqueiros não gostam de axé” é uma grande idiotice. Nenhum de nós deveria se deixar comandar por umas regrinhas bestas como essas.

Mas continuando a nossa pequena jornada, nós pegamos o metrô e fomos para a Liberdade. E sabe de uma coisa? Tinha japonês! E sabe o que mais? Cabeludos jogando UNO na porta do metrô! (essa cidade me surpreende a cada dia!)

Andamos pela rua, vimos os ambulantes se preparando pra correr (a polícia devia estar chegando) e nós corremos junto e voltamos pra Praça da República. Fomos na feirinha e eu me apaixonei por uma bolsa roxa e linda (R$35) e, graças a uma brincadeira besta de alguém que dizem ser superior, a mulher disse que só aceitava em dinheiro. Por quê? Por quê?

Voltei pra casa sem bolsa, sem dinheiro e praticamente sem pés (e olha que eu fui de tênis, hein?)

Mas valeu a pena. Foi um dos nossos passeios anuais para ver gente, falar besteira, gastar e ficar cansada.

E só pra completar, aqui vai uma frase de Japhy Rider, persona do livro “Os Vagabundos Iluminados” de Jack Kerouac: “Comparações são odiosas.”

e eu assino embaixo:

Beah.


A irresponsabilidade que custa a vida

Junho 12, 2008

Acabo de receber uma notícia terrível.

O jovem Iago Hualca Inti Ciccone, filho do meu professor de química Eduardo Benedito Ciccone, faleceu na noite passada em um acidente de carro em Porto Alegre.

Mesmo não o conhecendo, nem sendo próxima da família, eu estou sentindo um aperto enorme no peito. Mais uma vida se perdeu, e isso poderia ter sido evitado.

Todos os dias nós somos bombardeados pela mídia com acidentes, assassinatos, sequestros e todo tipo de horror, mas ao invés de tomarmos uma atitude, ou ao menos tentar, nos resignamos e aguardamos, torcendo para que o próximo jornal não traga o nome de alguém querido como manchete de mais um crime bárbaro.

São 35 mil mortos em acidentes rodoviários todos os anos em nosso país.

45 mil homicídios por ano. Ou 1 a cada 12 minutos.

O mundo parece estar ao contrário. Não temos mais um referencial de certo e errado. Todos são tão egoístas e egocêntricos, que não existe lei que valha para todos. Cada um segue a sua.

É como se estivéssemos regredindo e a vida humana deixasse de ter valor, ou deixasse de ser algo para se preservar.

Perder um filho deve ser algo incrivelmente doloroso, que eu não desejo para ninguém. Eu espero que meu professor consiga continuar com a sua vida, depois de tal tragédia. Eu sei bem o que é perder alguém de forma violenta e sei o quão difícil é retomar a sua vida.

Portanto, antes que mais uma notícia dessas chegue aos seus ouvidos, pense bem antes de agir. Ensine aos seus filhos que eles não são os donos do mundo e que as leis não existem à toa.

Elas foram feitas, justamente, para evitar o caos em que vivemos.


Flores ou gatos? Eis a questão.

Junho 11, 2008

Na semana passada eu passei por um momento especial. Eu acordei e pensei: Eu quero um gato! (daqueles que miam mesmo…)

Porém, como é de conhecimento geral, eu sou alérgica. Não só a gatos, claro, mas é essa alergia que interessa no momento.. então eu disse: se eu não posso ter gato, então eu terei flores!

Claro, todos sabem que flores e gatos são primos próximos e sua semelhança genética é impressionante e então fui até o Extra mercado e comprei!

Quais? Uma cyclamen roxa e uma violeta, também roxa… segundo minhas amigas é cor de mãe (e a mãe sou eu), mas essa é uma outra história..

Cyclamen sempre foi a minha flor preferida, depois de tulipas. O desenho formado pelas pétalas é muito lindo e… melhor uma foto, não?

Cyclamen!

e outra da violeta :

As flores das fotos não são as minhas, mas elas são incrivelmente parecidas! (incrível, não?)

Apesar de não serem bichinhos peludos que miam, as flores também precisam de atenção e disposição, afinal elas também são seres vivos e, (como diria meu professor Carlo Márcio) por definição, morrem. E cada espécie requer um tipo especial de cuidado.

A Cyclamen, por exemplo, deve ser regada duas vezes por semana, ficar em local arejado e tomar sol por 4 horas diárias.

Já a Violeta deve ficar em um lugar arejado e com luz filtrada, receber adubo uma vez por mês e ser regada duas vezes por semana, porém não pode ter as flores molhadas e a terra não pode ficar encharcada, pois suas raízes são muito sensíveis e apodrecem se em contato com muita umidade.

É isso aí, jovenzinhos!

Cuidem bem das plantas, dos gatos… e das alergias também (por que não?)

E lembrem-se: “É um erro pensar que você pode resolver qualquer problema apenas com batatas. “

(tradução livre, por mim.) Do grande Douglas Adams.


Hey you!

Junho 8, 2008

Olá pessoas que, por um capricho besta do destino, estejam lendo este meu primeiro post.

Gostaria de dizer: sejam bem vindos! Entrem, leiam, comentem e levem pra galera!

Eu ainda não sei sobre o que esse blog tratará… na verdade, não sei nem se ele vai tratar de alguma coisa específica. É bem provável que eu fale sobre coisas que me interessam: música, cinema, literatura, artes plásticas e tantas outras que agora, de maneira muito peculiar, estão brincando de esconde-esconde com a minha memória.

E para finalizar, eu gostaria de desejar que vocês sejam felizes, bebam água, leiam, questionem. E, principalmente, NÃO ENTREM EM PÂNICO.